O PSG mostrou que ainda investe mal no time

O PSG chegou na semifinal da UEFA Champions League, um ano após chegar até a grande final. De fato, não é uma sequência ruim! Porém, o que ficou muito claro é que a forma que o clube investe na montagem do time é muito desigual.

O que eu quero dizer com isso?

O clube (mais especificamente seu dono, Nasser Al-Khelaifi) tem dinheiro de sobra para investir, e mesmo assim o time é desproporcionalmente mais forte no ataque do que no resto do elenco.

Do lado defensivo, com as exceções do goleiro Keylor Navas e do zagueiro Marquinhos, ninguém está a altura (acharam uma boa ideia abrir mão do Thiago Silva, que agora é o xerife da zaga do Chelsea, que talvez seja a melhor da Europa hoje). Os laterais são especialmente fracos e não condizem com o tamanho do investimento do clube.

No meio campo, com a exceção de Verratti e Idrissa Gueye (que estava suspenso para a volta depois de ser expulso no jogo de ida), são jogadores medianos que provavelmente nunca serão “world class”.

Já no ataque, os dois jogadores mais caros da história – Neymar e Mbappe! E ainda está atrás de Lionel Messi. O clube ainda não aprendeu que, na maioria das vezes, o time que vence é aquele mais equilibrado, com solidez defensiva, criatividade no meio e qualidade ofensiva.

O investimento é muito desproporcional na montagem do elenco. Ficou claro até mesmo a falta de investimento em um grande psicólogo para o grupo – é só olhar como o time perde a cabeça após sofrer o segundo gol, acabando com qualquer chance de conseguir uma virada histórica. Di Maria foi expulso e Verratti poderia ter sido expulso, Neymar ficou arranjando briga, Kimpembe deu uma entrada desnecessária que poderia ter resultado em expulsão … foi feio.

Se o clube tem um grande psicólogo ou coach motivacional para o elenco, esse tipo de coisa provavelmente não acontece.

O PSG provavelmente vencerá a Champions League eventualmente, mas se quiser se tornar um verdadeiro gigante do futebol como fez o Chelsea e como faz o Manchester City, o PSG terá que olhar para esses clubes e ver como acabaram se tornando verdadeiro gigantes. Ter um pensamento mais a longo prazo, e não apenas no curto prazo. Investir na sua base para ver grandes jogadores saindo das suas “canteiras”.

Hoje o PSG ainda é visto como um “novo rico”, assim como era o Chelsea há uns 15 anos e o Manchester há uns 7 anos. Se o PSG passar a investir de maneira mais equilibrada, não só na montagem do elenco mas também em outras áreas (como na sua base e na saúde mental dos atletas), talvez se tornará um verdadeiro gigante do futebol. Se não, será apenas mais um que foi super rico por um tempo.

Até a próxima…

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