Liverpool vs Atleti e a importância de um grande goleiro

A classificação do Atlético de Madrid pra cima do Liverpool na Champions League evidenciou algo de forma muito clara: ter um grande goleiro pode fazer toda a diferença.

Na final da UEFA Champions League de 2018 entre Liverpool e Real Madrid, isso havia ficado claro. Os Reds perderam por 3×1, e dois dos gols do Real foram com erros grotescos do goleiro Karius.

O que fez o clube inglês na janela seguinte? Gastou €62 milhões no Alisson! Muitos disseram que foi um absurdo gastar tanto num goleiro, mas era óbvio que o Liverpool precisava fazer isso ao ver outros gigantes terem goleiros como Ederson, Ter Stegen, Navas, Courtois, Neuer, De Gea… Oblak!!

Na temporada seguinte o clube novamente chegou à final da Champions, mas dessa vez, podendo contar com um dos melhores goleiros do mundo, o clube venceu muito graças ao brasileiro, que fez uma defesa milagrosa nos últimos minutos da fase de grupos (contra o Napoli) que garantiu a classificação dos Reds, e também foi muito seguro na final contra o Tottenham.

Aí veio o jogo de volta contra o Atlético de Madrid essa semana pelas oitavas de final da UEFA Champions League, e o Alisson teve que ficar de fora devido a uma lesão no quadril. O Liverpool foi eliminado, e o grande responsável? Os goleiros que estavam em campo!

Enquanto o Atleti conta com um dos três melhores goleiros do mundo em Jan Oblak, que fechou o gol, o Liverpool teve o reserva Adrian, que falhou no primeiro gol do Atlético – o gol que mudou tudo.

O Liverpool foi claramente superior, mas o Atleti tinha um goleiro claramente superior, e ele (no final das contas) fez toda a diferença. Aí eu volto a dizer: um grande time começa com um grande goleiro. São raros os grandes times com um goleiro mediano!

É claro que o Liverpool não tinha muito o que fazer. Seu goleiro titular se lesionou e Adrian é bom o suficiente para a reserva do Liverpool (é melhor que Mignolet e Karius, os dois titulares antes do Alisson). Goleiros muito bons não aguentam a reserva por mais de uma ou duas temporadas (ex: Cillessen no Barcelona)!

Mas se esse confronto ensinou algo, é que um goleiro pode ser a diferença entre a glória e a decepção.

Até a próxima…

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