O começo “bipolar” do Chelsea de Frank Lampard

Todos sabiam que o Chelsea teria uma temporada complicada após a punição da FIFA (não pode registrar novos jogadores por um ano) e por perder seu grande craque, Eden Hazard, sem poder trazer uma reposição.

Isso antes mesmo de contratar Frank Lampard, um treinador sem experiência na Premier League.

Porém, ao contrário do que muitos acham depois do Chelsea conquistar apenas um ponto após duas rodadas, tendo sofrido cinco gols (só o West Ham sofreu mais), eu vi muitas coisas positivas nesse Chelsea do Lampard.

Nas duas partidas da Premier League, time foi bipolar – com isso, eu quero dizer que, de um tempo para o outro, o futebol apresentado mudou drasticamente.

Contra o Manchester United, o Chelsea começou muito bem, pressionando a saída de bola e sempre buscando o gol. Sofreu um gol no primeiro tempo devido à uma enorme falha defensiva, mas foi claramente superior na primeira etapa. Aí veio o segundo tempo!

O time não só cansou, mas pareceu ter perdido a concentração. Não tinha o mesmo foco. A mesma pegada. E levou mais três gols.

Contra o Leicester foi a mesma história. Um começo fulminante, com várias chances reais de gol, e conseguiu abrir o placar com o garoto Mason Mount, que roubou a bola no campo de ataque e marcou seu primeiro com a camisa dos Blues.

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O garoto Mason Mount, que trabalhou com Lampard no Derby County, abriu sua conta com a camisa do Chelsea

O time apresentou um futebol extremamente promissor… até a segunda etapa, quando novamente o time pareceu perder o foco, a concentração, a pegada. O Leicester empatou e teve pelo menos mais duas chances claras para virar a partida.

Imagino que seja o processo de adaptação, tanto do treinador quanto dos jogadores ao seu estilo. É natural vermos essas dificuldades do Chelsea numa temporada tão única, mas o início nos dois jogos, e especialmente a primeiro tempo contra o Leicester, onde o time movimentou bem a bola, pressionou e criou, é razão de otimismo para o torcedor do Chelsea.

Mount e Christian Pulisic têm capacidade de se tornarem excelentes, assim como Tammy Abraham – o bom é que terão muitas oportunidades, o que não costuma acontecer com o Chelsea (ou a grande maioria dos gigantes europeus).

O campeonato do Chelsea não é pelo título, e sim por uma vaga na próxima UEFA Champions League, e acho que esse Chelsea do Frank Lampard pode ficar a frente de Arsenal e Manchester United.

A questão é: será que o Roman Abramovich terá mais paciência com Lampard por ser uma das maiores lendas da história do clube, ou terá ele o mesmo pavio curto que quase sempre demonstrou desde que comprou o Chelsea?

Veremos!

Até a próxima..

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