As listas dos finalistas (do prêmio da FIFA) mostram uma nova realidade das premiações

Quando a FIFA anunciou os finalistas aos prêmios “The Best”, uma coisa ficou muito clara: o desempenho nas ligas domésticas não tem mais peso na premiação.

É só olhar para as listas dos finalistas para melhor jogador, melhor goleiro e melhor treinador.

Melhor jogador: Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Mohamed Salah

São jogadores que se destacaram nos torneios mais importantes, mas que representam um número bem menor de partidas na temporada (13 para os finalistas da Champions Leaguene 7 para os semifinalistas da Copa do Mundo).

O fato do Messi ter sido o maior artilheiro da Europa e ter conquistado o doblete na Espanha (Campeonato Espanhol e Copa do Rei) não significou absolutamente nada … pois o seu Barcelona caiu nas quartas de final da UEFA Champions League e nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Melhor goleiro: Thibaut Courtois, Hugo Lloris e Kasper Schmeichel

Foram três goleiros que se destacaram na Copa do Mundo. Courtois fez uma temporada regular pelo Chelsea mas fez uma ótima Copa. Lloris levantou a taça da Copa depois de fazer uma temporada bem normal pelo Tottenham. O Schmeichel, francamente, é incompreensível – Copa boa e temporada normal.

Esqueceu de goleiros como o Navas, Alisson, Oblak, Ter Stegen, Ederson, Buffon … todos fizeram uma temporada melhor do que os indicados.

Melhor treinador: Zlatko Dalic, Didier Deschamps e Zinedine Zidane

Automaticamente colocou os dois finalistas da Copa do Mundo, sem considerar que Deschamps não fez nada de especial com aquele timaço da França. Dalic aproveitou uma chave mais fraca e chegou à final precisando de pênaltis em todos os mata matas, incluindo contra as fracas seleções da Dinamarca e Rússia. Zidane, apesar de ter vencido a Champions League, não fez o Real jogar um grande futebol (longe disso). Não estou dizendo que esses treinadores não têm os seus méritos (eles certamente têm), mas não foram os três treinadores que fizeram o melhor trabalho na última temporada.

A FIFA esqueceu completamente de Guardiola, que liderou o Manchester City à uma temporada de recordes, ou Ernesto Valverde, que bateu o recorde de jogos invictos em La Liga à caminho de um doblete nacional … ambos fizeram seus times jogarem o melhor futebol da Europa durante a maior parte da temporada, mas por uma partida ruim caíram na Champions.

A FIFA diz que troféus não são o que fazem a grande diferença nas premiações … e na minha opinião não deveria ser mesmo. Afinal, é um prêmio de melhor jogador, e não de melhor time.

Porém, hoje a realidade é outra. A realidade é que o prêmio de melhor jogador se concentra nos que vão até pelo menos as semifinais da Champions. Se o Cristiano Ronaldo fizer uma temporada inesquecível em termos pessoais, decidindo boa parte dos jogos, mas a sua Juventus cair nas oitavas ou quartas de final da Champions League, ele poderá dizer adeus ao prêmio de melhor do mundo.

Na minha opinião esse prêmio, que já não tinha mais tanta credibilidade, perdeu o resto com esses listas de finalistas. De novo, não estou dizendo que esses finalistas não têm seus méritos (todos têm, uns mais que os outros), mas não tem como negar que a FIFA olha basicamente para a Champions League e Copa do Mundo na hora de nomear os seus finalistas, deixando completamente de lado o resto da temporada – lembrando que aproximadamente 70% dos jogos de um time na temporada são das ligas e copas nacionais.

Até a próxima …

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