Tite fica com a Seleção até 2022

Tite renovou o seu contrato com a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2022 no Catar. Era óbvio que, para a Seleção, era a coisa certa a fazer, mas o torcedor espera que o Tite tenha aprendido com seus vários erros cometidos até agora.

Como foi até agora

O começo de Tite no comando da Seleção foi incrível. Vitória atrás de vitória, com resultados maiúsculos contra adversários complicados, como contra a Argentina, Uruguai, Colômbia e Equador.

O Brasil jogava bem e vencia com autoridade, sem passar muitos sustos. Realmente parecia que a Seleção venceria qualquer adversário (talvez naqueles primeiros meses teria vencido mesmo).

Mas aí os primeiros sinais preocupantes começaram a aparecer. Eu escrevi aqui no ano passado que os “caras de confiança” do Tite começavam a preocupar, e que o caminho era muito parecido com o de Dunga em 2010 – coincidentemente, o Brasil caiu nas quartas de final por 2×1 nas duas ocasiões.

O Tite insistia em Renato Augusto, mesmo jogando mal (começou bem, mas não demorou para cair de produção) … o mesmo vale para o Paulinho. Desperdiçou inúmeras convocações com jogadores como Rodrigo Caio, Giuliano, Gil, Diego Tardelli, Diego Souza e outros, quando poderia ter testado Fabinho, Mariano, Jemerson, Richarlison, Rafinha, Malcom, Luan, David Neres, Arthur, e outros.

Ele insistiu tanto em Taison que até o levou para a Rússia, mas como era esperado, o atacante do Shakhtar não jogou um minuto sequer. Um desperdício.

Insistiu também em Fagner (obviamente porque foi seu jogador no Corinthians). Muitos vão defender o lateral, dizendo que fez uma Copa muito boa. Ele jogou bem para o que pode ser esperado dele, mas o melhor do Fagner não compara com o melhor do Fabinho, ou do Rafinha. O Fagner não comprometeu, mas não agregou nada também.

Aí veio a Copa do Mundo (clique aqui e confira a matéria completa sobre o balanço do seu trabalho para a Copa), e a teimosia do Tite foi assustadora. A insistência com Gabriel Jesus e Paulinho beirou a insanidade, e foi uma das causas diretas para a desclassificação do Brasil na Copa. O fato do Willian ter jogado tanto provavelmente teve a ver com o fato do seu substituto ser o Taison (falamos acima do desperdício que foi levar o Taison).

Foi um começo muito bom, com um final muito ruim. Mas e agora?

Como será a partir de agora

É claro que o mais importante é que o Tite tenha aprendido com todos esses erros cometidos até o momento. Um treinador não pode se fechar com um grupo e não se abrir para novas oportunidades. Futebol depende muito do momento do jogador, e um treinador tem a obrigação de se abrir para jogadores que passam por um momento positivo, e ser capaz de cortar jogadores que vivem um momento muito ruim.

O treinador sempre falou em meritocracia, mas não fez o que dizia, e isso ficou claro logo que assumiu a Seleção … com o Alisson. Muitos podem não lembrar, mas o Alisson é titular absoluto do Tite desde que ele assumiu, sendo que era reserva na Roma.

Como um goleiro faz por merecer ser titular da Seleção Brasileira quando ele é reserva na Roma? Ainda mais quando já tinha o Ederson jogando muito pelo Benfica e o Diego Alves indo muito bem pelo Valencia. Tudo bem que ele se firmou e quando a Copa chegou ele merecia mesmo ser titular, mas ficou quase um ano jogando mais pela Seleção do que pelo seu clube.

Quando um jogador está bem no seu clube, como eram os casos de Fabinho pelo Monaco (agora no Liverpool) ou de Malcom pelo Bordeaux (agora no Barcelona), por exemplo, eles precisam pelo menos ser testados. Mas, ao invés de fazer isso, o Tite preferia testar jogadores como Diego Tardelli (que joga na China). Inexplicável.

Ele chamava muitos jogadores baseado no futebol que apresentavam aqui no Brasil, enquanto ele era treinador do Corinthians … jogadores que ele admirava naqueles tempos: o próprio Diego Tardelli, o Giuliano, o Taison, os jogadores que eram do seu Corinthians. Ele precisa aprender com isso e não repetir esses erros.

Na minha opinião, se o Tite for um pouco mais ousado, testar variações táticas, e for capaz de abrir a sua cabeça para testar novos jogadores que vivem um bom momento (e não que viveram um bom momento), a sua Seleção tem tudo para jogar um belo futebol e voltar a vencer um título importante (última Copa do Mundo foi em 2002 e a última Copa América foi em 2007).

Até a próxima …

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