Neymar e sua falta de espírito coletivo

O Paris Saint-Germain venceu o “poderoso” Dijon por 8×0 no Parc des Princes, resultado que não é surpreendente. Neymar marcou quatro gols e deu duas assistências – um jogaço né? Em termos individuais, sim. Em termos coletivos, o cara foi mal demais.

Com o placar já 7×0 e faltando menos de 10 minutos para o fim do jogo, Cavani sofreu um pênalti. O detalhe é que Cavani precisava de apenas mais um gol para se tornar o maior artilheiro da história do clube.

Todos assistindo o jogo (em casa e especialmente no estádio) esperavam que Neymar desse a bola para Cavani bater e quebrar o recorde em casa … mas não. O brasileiro claramente nem pensou nisso. Pensou apenas em si. Foi, bateu e converteu.

Minutos depois o árbitro apitou o fim do jogo e ao invés de Neymar, após um jogo desses, sair ovacionado, saiu vaiado. Perdeu uma enorme oportunidade de mostrar que sua prioridade é, como vem dizendo, vencer títulos. Na real, fica claro que sua prioridade é o seu próprio sucesso individual.

Muitos dizem que Neymar é o batedor oficial então ele tem mesmo é que bater. É verdade que ele é o batedor oficial, ninguém discute isso. Porém, pensando em criar um ambiente melhor (não é segredo que os dois não se dão bem), sendo o craque do time, ele poderia ter tido uma atitude madura e dado a bola para Cavani bater. Ele teria sido elogiado mundialmente.

Alguns dizem que o Cavani não faria o mesmo para Neymar, e pode até ser verdade, mas só porque um não tem uma atitude louvável, não justifica o outro fazer o mesmo. Seja grande, independente dos outros.

Vale lembrar que quando Neymar estava no Barcelona, onde Messi é o batedor oficial, o argentino deixou Neymar bater vários pênaltis. Logo que o brasileiro chegou, numa partida já definida, Messi deu a bola para Neymar cobrar um pênalti.

E aquele jogo da remontada na última Champions, contra o próprio PSG? Quem bateu o pênalti no fim do jogo? Neymar, e não Messi, que era o batedor oficial!

A realidade é que o camisa 10 do PSG perdeu uma oportunidade gigante de não só começar a se tornar um ídolo no em Paris, mas de fazer algo pensando no time. Ele não é ídolo no Santos ou no Barcelona … e não será no PSG?

Eu disse aqui quando foi contratado que saiu mal do Santos, saiu mal do Barcelona e vai sair mal do PSG.

O que ele quer é ser o melhor do mundo, só que se continuar com atitudes como essa, ficará cada vez mais difícil.

Até a próxima …

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