A reinvenção de Cristiano Ronaldo

É virtude da maioria dos profissionais de sucesso saberem se adaptar a cada situação.

Que Cristiano Ronaldo é um profissional de sucesso é óbvio, mas o jogador de futebol nem sempre consegue perceber que não é mais capaz de fazer o que fazia no seu auge, e muitas vezes vê sua importância cair e cair.

O português percebeu rapidamente que, para continuar impactando jogos como antes, precisaria se adaptar … e fez exatamente isso. 

Na partida de ida das semifinais da Champions League contra o Atletico de Madrid, que tive o privilégio de acompanhar direto do Santiago Bernabeu, essa mudança estava evidente.

Os três gols marcados por Cristiano Ronaldo foram típicos de um camisa 9 – estava bem posicionado dentro da área e aproveitou as chances da forma mais eficiente possível, sem firulas.

Há algum tempo o camisa 7 do Real Madrid não tem mais aquela explosão e força que ficamos acostumados a ver. Raramente ele marca gols de fora da área, ou gols em que ele dribla dois ou três marcadores. Suas pedaladas não tem mais a velocidade de antes – até teve um momento no jogo de terça em que CR7 foi de pedalada pra cima do Lucas Hernandez, lateral direito do Atletico, mas não deu em nada (cena não muito incomum hoje em dia).

E mesmo assim ele acha um jeito de marcar um hat-trick … numa semi de Champions … contra o Atleti … sensacional. 

Considerando essa transição do CR7 (além do momento ruim de Benzema), chegou a hora de oficializar Cristiano Ronaldo como o centroavante do Real e colocar um ponta de cada lado dele – com Bale machucado, dois de Asensio, Lucas Vazquez, James ou Isco. Ou, formar um 4-1-4-1 com Casemiro atrás de Modric, Kroos, Isco e Asensio, com Cristiano liderando o ataque.

Inclusive, dizem que Cristiano Ronaldo pediu para Zidane tirar Benzema e colocar Asensio ou James.

A verdade é que existem várias opções. O que (para mim) é certo é que o português deve ser o centroavante do Real Madrid … o jogo de terça-feira foi prova disso.

Para nós que somos fãs do melhor do futebol, ver um dos grandes jogadores da sua geração se reinventar desse jeito e continuar achando maneiras de dominar o jogo, como fez contra o Atletico de Madrid, é realmente um grande privilégio.

Resta apenas curtir enquanto dura.

Até a próxima …

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